USP 〈1207〉 Package Integrity Evaluation - Sterile Products X Brevundimonas diminuta - Microbiológica

USP 〈1207〉 Package Integrity Evaluation – Sterile Products X Brevundimonas diminuta

USP 〈1207〉 Package Integrity Evaluation – Sterile Products X Brevundimonas diminuta

Este capítulo da United States Pharmacopeia – USP, trata da avaliação da integridade das embalagens dos produtos estéreis, estabelecendo orientações que garantam que o sistema de fechamento dos recipientes (Container Closure Systems – CCI) dos medicamentos estéreis, mantenham sua integridade preservando as características físico-químicas e microbiológicas do produto até o momento de uso, por isso os testes de integridade devem ser aplicados ao longo do ciclo de vida do produto, ou seja, nas diferentes fases deste ciclo.

Para um melhor detalhamento dos aspectos técnicos e a avaliação da integridade, o capítulo principal é dividido em três subcapítulos complementares, e classifica os testes em duas principais categorias: Testes Determinísticos, quantitativos, que fornecem resultados objetivos e de alta sensibilidade, onde a USP tem seu maior incentivo na adoção desse tipo de metodologia e os Testes Probabilísticos, tradicionais e geralmente qualitativos, podendo apresentar maior variabilidade e menor sensibilidade se comparados aos Determinísticos.

E é neste contexto do Teste Probabilístico que o teste com a Brevundimonas diminuta acontece.  Utilizada como microrganismo de estudo em um dos tipos de teste probabilístico apresentado pelo compêndio, o “Microbial Ingress Test”.

A Brevundimonas diminuta não está rigidamente associada ao único microrganismo obrigatório a ser utilizado. O capítulo descreve o ensaio como um desafio microbiológico para verificar se o microrganismo consegue penetrar no sistema de fechamento do recipiente.

Então por que o uso preferencial da Brevundimonas diminuta?

A literatura técnica associada a este capítulo e estudos sobre (Container Closure Systems – CCI) indicam outros microrganismos de referência como Serratia marcescens e Escherichia coli, comumente utilizados no Microbial Ingress Test. A seleção desses microrganismos considera características microbiológicas relevantes para a realização desse tipo de ensaio, como alta mobilidade (facilitando a penetração em “microdefeitos”), facilidade de cultivo laboratorial, histórico de uso em estudos de filtração (FB7) e integridade, mas principalmente pelo pequeno tamanho celular que eles possuem.

No entanto a Brevundimonas diminuta é considerada a espécie mais desafiadora em relação as outras, essa relevância está relacionada as suas características morfológicas e fisiológicas. Possui uma excelente motilidade bacteriana, um tamanho celular extremamente pequeno, em torno de aproximadamente 0,3 µm, por estas razões consegue atravessar microcanais ou falhas microscópicas que poderiam impedir a passagem de outras bactérias maiores, permitindo que testes microbiológicos detectem falhas muito sutis como: microfissuras em vidro, defeitos no elastômero da tampa, falhas na selagem em ampolas ou frascos, imperfeições em sistemas de fechamento. Desta forma se uma embalagem impede a entrada desse tipo de microrganismo, considera-se que ela possui um alto nível de integridade microbiológica.

Esse mesmo princípio explica seu uso também como microrganismo padrão para validações de sistemas de filtros esterilizantes, utilizados por exemplo na produção de medicamentos estéreis.

Existem muitos tipos de métodos disponíveis para a realização do Teste de Integridade da Embalagem. O capítulo <1207> da USP, estabelece uma estrutura técnica e regulatória para garantir que as embalagens de medicamentos estéreis mantenham a integridade necessária para preservar a esterilidade, qualidade e segurança do produto durante todo o seu ciclo de vida.

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